sábado, 13 de setembro de 2014







Cada vez pior

Vou experimentando ver temporariamente se consigo ultrapassar a grande tempestade que profundamente me abala todo o meu ser.
Por calar tantas verdades que fazem muito mal a muita boa gente parece-me que me castigo a mim próprio pois nao consigo por no meu blogue o muito
que as almas daninhas tentam aniquilar , á minha maneira de levemente tentar aprofundar as miserias intelectuais que na minha beira continuam a profanar a minha maneira intelectual de interpretar uma Justica que cada vez mais se está arredando dos desprotegidos da sorte... Mais uma vez vou tentar , se calhar até breve ? Vamos publicar mais este ensaio ?...
Manuel Joaquim Leonardo
Peniche Vancouver Canada 12/05/1929 ---13/09/2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O meu Chapeu de Abas Largas

                                                                     




                                            O Meu Chapéu de Abas Largas 

             Hoje fui almoçar fora   .
A minha Mulher pagou-me o almoço  num  restaurante .
É dia de festa e temos  que assistir á Procissão em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem de Peniche .
Sempre  que por aqui gravito na semana de festas procuro um lugar de destaque no Alto do Vilas .
Hoje como de costume  esperei que o som do rufar da nossa garbosa  Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peniche que desde longa data mantém  um recorde de primeiro lugar na fila ,  anunciasse que a Procissão vinha a passar .
           Consoante a Procissão   desfilava ia verificando que o brilho  majestoso que sempre sentia no dia da  nossa Procissão estes últimos anos tem sido esvaziado no essencial , na concorrência brilhante que os nossos Homens do Mar  desfilavam nas suas maneiras de vestir com um cunho das gentes do mar.transportavam os andores engalanados que desfilavam na procissão e davam ainda ,um já pouco sabor das outroras  procissões  de terra da Nossa Senhora da Boa Viagem.
          Ainda me lembro  da euforia que grassava  envolta das cerca de noventa traineiras e barcos de menor porte matriculados na Capitania do Porto de Pesca de Peniche  na azafama de engalanar com esmero e carinho as suas embarcações , para apresentar ,coisa inédita em Portugal  a procissão nocturna em Honra de Nossa Senhora Rainha do Mar , Senhora da Boa Viagem .
            E eram já aos milhares de crentes de Peniche e forasteiros que acorriam, a presenciar esta já tão grande manifestação da Fé   que sempre se multiplicou até aos finais dos anos setenta .
 Hoje em dia nota-se que estas celebrações tem perdido o  muito do brilho e esplendor  com a pouca movimentação da frota da pesca que ao longos destes anos está em decadência e próxima da sua agonia final- reflexões que sem medo  de represálias  preponho-me  a fazer eco, pois apesar de ser o Homem que fala Só, sinto-me com o dever moral de tentar mostrar como o Rei vai Nu e que  só se morre uma vez .
            Por motivos de saúde não pude acompanhar e documentar foto-graficamente como é meu costume todas as passagens e paragens no percurso da nossa Procissão e assim como já é meu habito  aproveitei para que fique para a historia de Peniche mais uma vez a presença civil dos nossos dirigentes que tão garbosamente marcham  empunhando a coberta do Palio.
            Esperando pelo retorno da procissão juntei-me aos muitos indigentes como eu e pessoas que precisando de acentos para alivio das suas maleitas pacientemente esperavam que a Procissão passasse  pela rua sempre bem engalanada  junto ao Estela Maris de Peniche  e também esperando pela procissão estava a postos já esse maravilhoso cantor de seu primeiro nome Vítor que sempre tão bem e sentimental  canta a Senhora da Boa Viagem  .....
            Sempre que oiço essa canção derivado ao meu sistema  nervoso as lágrimas surgem abruptamente dos meus olhos sem que eu as possa parar e assim mais uma vez fui traído pelo meu sentimentalismo .
Logo de entre a assistência  uma senhora vendo a minha comoção , amorosamente  aproximou de mim perguntando :
Estas-se sentindo mal ?
Respondi-lhe custosa mente que seria só por uns minutos e  ficaria bem quando terminasse a minha emoção.
             Nestes precisos momentos passava o Palio junto de nós´e também a canção tinha acabado e a assistência como de costume batia palmas ao Vítor pela sua mais uma vez Feliz e extraordinária actuação .
Algo extraordinário  sucedeu, o Senhor Presidente da Câmara de Peniche que olhava para o nosso lado, enquanto batíamos palmas  disse por duas vezes sonoramente  : muito Obrigado  muito Obrigado .....

 Enquanto esperava pelo retorno da Procissão e lendo tantas menções de agradecimento  ao nosso saudoso Monsenhor Bastos  pela obra que nos deixou  , o meu pensamento   voltou a fazer uma pergunta que há  tantos anos julgaria que seria Justa . Não seria tempo de também agradecer   em placa toponímica  bem visível o Nome da Ex-ma Sra  Dona Amália e a algumas outras  Extraordinárias Famílias de Peniche que também ofereceram imóveis e propriedades por exemplo os terrenos do Lar se Santa Maria e outros serviços ?
         Aqui fica esta lembrança ,  Sem imóveis oferecidos a obra ficaria  mais pequena ou nem nada existiria
 Manuel Joaquim Leonardo   12/05/29    14/08/14
Peniche Vancouver Canada
P.S.
Um Escrito com um teor aproximado a este foi eliminado anteriormente neste meu Blogue. Vamos a ver como este vai sair .



        

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Apneia


( a suposta ilustracao- um carro de bois nortenho carregado de trigo loiro
nao é aceite pelo blogue)


APNEIA


Se bem se recordam no dia 11 de Junho escrevi uma apologia aos homens de bem que finalmente tinham acabado com a telenovela de 28 anos que a Camara Municipal de Peniche em boa hora por intermedio das pessoas ilustres da nossa Peniche que gravitam em redor da dignidade humana ao longo dos anos , fizeram a apologia da Justiça na nossa terra uma das melhores justificações do poder discricionario imaginado por suas excias nos tempos modernos .
É que eu tinha acabado de me encontrar com uma das poucas pessoas intregas que ao longo dos ultimos anos tinha contactado directamente ou por escrito nos meandros das alcovas esconsas do poder discricionario nas catacumbas da Camara Municipal de Peniche .
Por omissão e porque ainda confiava em pessoas supostamente honestas tinha omitido as ultimas palavras que na altura me foram ditas : Tudo será como o sr. escreveu mas ainda terá de ter a confirmacão do meu chefe superior .
E a confirmacão chegou em carta me dirigida , só que mais uma vez continha suposta confirmação de novo episódio e nao o Fim tão almejado .
Eu nunca fui atreito a apneias apesar dos perigos reais que já tenho passado ao longo da minha ainda curta vida mas mais uma vez discerni que era a continuacao dos tratos de polé que mais uma vez alguem me oferecia e fez-me lembrar os meus tempos de criança :
Naqueles tempos aos animais , principalmente os bois era-lhe destinados a honra de em parelha desbravarem as futuras terras para dentro em breve nascerem as maravilhosas searas que eram lançadas á terra .
Consequentemente tinham estes animais um pequeno descanso quando á hora do almoço ou as suas famosas sestas davam uns poucos minutos para revigorar as suas forças .
Aos homens e mulheres era-lhes destinadas as sombras de algumas arvores , aos animais principalmente os bovinos eram lançados a malhas de ervas em que principalmente predominavam as papoilas para assim mitigarem a fome ruminando tão precioso ópio para atacarem com mais forca algumas geiras de terras nesse dia .
Para mim essa carta do chefe foi mais um motivo de sensação de que a Justiça anda muito arredada, foi mais uma maneira de dar papoilas ao "boi"....
Manuel Joaquim Leonardo 12/05/29 28-07 - 14 .
Peniche Vancouver Canada







segunda-feira, 16 de junho de 2014

A minha linda e tipica Penihe




                                                                                     
                                                                                   Foto
                                                                    Autor desconhecido de momento
                                               


                            A minha linda e típica Peniche 

              Hoje dia 11 de Junho de 2014 cerca das 5 horas da tarde  depois de mais uma  reunião famosa com um amável membro dos serviços técnicos urbanísticos  da nossa Câmara Municipal de Peniche  caminhava de regresso ao meu carro estacionado no novo parque de estacionamento do Clube Naval de Peniche , olhando á minha frente o altaneiro edifício da Capitania  do Porto  de Peniche , momentaneamente  veio- me á minha memoria as datas de finais dos anos cinquenta , princípios  de sessenta  em que essa Casa foi palco da primeira greve dos pescadores de Peniche , tão desconhecida dos zelosos  dirigentes dos homens do mar que após o 25 de Abril tiveram sempre medo de a  mencionarem alguma vez .
           Também o Largo do Pelourinho testemunhou a maior manifestação das gentes do mar e suas Famílias , no tempo da chamada Ditadura Salazarista , empilhando alguns  milhares de Seres Humanos  que nessa época tiveram a coragem de dizerem Basta mas que no futuro sofreram as ma´s consequências  da sua ousadia ,com o maior desprezo e opróbrio dos governantes de então           Regressado forçosamente pois as minhas condições de saúde não o permitiam  para finalizar ?  uma telenovela de vinte e oito anos  das mais insólitas cenas degradantes  que se possam imaginar         Mesmo precariamente  ja´ tinha percorrido as paisagens muito minhas queridas  e dei a volta as riquezas cada vez mais inacabadas  ,  cumprimentando varias personagens Humanas  mas muito tipicas que fazem de Peniche uma Terra Sem Par .e hoje sinto-me como insuflado com um ar puro  pelas  conversações  e finalmente saber que tudo estava   finalizado.
Bem hajam os Homens de Bem ! ! ! .

         Estava tão emocionado que mesmo no passeio junto a porta do edifício da Câmara  não reparava que mais  de dez carros estavam parados na rotunda e seu acesso  porque alguém posicionado no meio da rua estreita impedia a sua circulação .
       Um individuo de cerca dos quarentas anos , de boa complexão física e de aspecto muito aceitável   que logo me pareceu que estava com um grave problema físico ,  gesticulando e cruzando a rua  sem sair do centro da via já estava a ouvir o vozeirão que os automobilistas e ocupantes dos carros  já´faziam sem o demoverem a atravessar a rua .
     ""  Eu entretanto também estava aguardando para a travessar quando um jovem e possante condutor de um carro próximo correndo se dirigia para o intruso de modo desabrida para futura confrontação ?
           Eu momentaneamente pensei que deveria agir e mantendo-me entre um e outro dirigi-me  ao causador  de todo este burburinho  e com voz suave e calmamente disse-lhe :

                O senhor parece que esta´com dificuldade para atravessar a rua , eu  posso ajudar ? .
 Olhando para mim atentamente   pôs um dedo cruzando a sua boca como  dizendo-me mimicamente  :
 -Cale a boca  ! 
Eu não desarmei e suave , calmamente continuei falando com ele  dizendo-lhe :
_No outro lado da rua esta´menos sol e nos´vamos conversando ...
Ainda deu mais umas rabicudas  sempre acompanhado por mim sem o forcar  .

O jovem condutor aguardando a pouca distancia nunca mais disse  nada mas o condutor de uma viatura dos serviços de saneamento ainda lhe dirigiu uns piropos inoportunos  que certame poderia levar mais fogo para a fogueira não fora a situação precária  do prevaricador. 
Pacificamente  saiu do meio da rua e rumou em direcção aos bombeiros ,Prageira.
Ja com os carros em movimento´uma voz jovem e bastante sonora gritou :
OBRIGADO . 
 Este obrigado foi uma palavra bem ouvida por mim e que muito me comoveu  .
Faço notar que não conheço pessoalmente qualquer actor desta 
parte  da  Historia da minha Vida .
Ficou em mim o sentido do Dever cumprido e o numero de  matricula do primeiro carro em fila .
Manuel Joaquim Leonardo    12-05-29  -- 17-06-2014
Peniche Vancouver Canada 



domingo, 15 de junho de 2014

O Meu Mar Sagrado

                                        
                                              
                                


                              Ate´que enfim

   Ate´que enfim !!!

       Neste momento duas e meia da tarde ,sigo  do Cabo Carvoeiro em Peniche  em direcção  Oeste Leste pois tenho que procurar rumo ás  piscinas municipais  aonde em poucos minutos um familiar meu vai começar um tratamento  físico  para alivio de suas maleitas . Fiz uma pequena paragem sem sair do carro no Miradoiro de Frei Rodrigo e calmamente segui viagem . aproximando-me da Prainha  do Carvão quando notei  três carros estacionados nas arribas e olhando para as Berlengas verifiqei que diversos barcos pequenos  a cerca de duas milhas da costa se encontravam navegando muito próximos entre si .
      Espreitando no horizonte pareceu-me que mais ou menos nessa área sobrevoava o mar um pequeno avião ou helicóptero que  em círculos  me pareceu que estava fazendo buscas .
  Sem sair do carro  e estando ja´um pouco longe dos outros carros que já se encontravam a uma certa distancia  e quase atrasado no horário de chegada ás piscinas  rumei ao meu destino , embora tivesse tentado ouvir no meu radio qualquer noticia relativa , como  já havia muitos meses - mais de um ano  que não trabalhava -  o maroto não quis dar noticias ou musica  .

      Conversei á chegada a´s piscinas  com diversas pessoas que estavam cá for se sabiam se algo grave tinha acontecido e contei-lhes o que tinha observado.
Disseram  me  que não tinham conhecimento que algo  tivesse acontecido  e descansei um pouco .
       Depois da sessão de terapia e como tinha marcado encontro
com Amigo meu fora de Peniche ainda  fiz um pequeno desvio na Prageira em casa do meu sobrinho  José  perguntando-lhe se tinha conhecimento de algum acidente no mar , ao que me respondeu que não tinha tido conhecimento da chegada de algum helicóptero  e ele dava sempre noticia sempre que  esses aparelhos sobrevoavam Peniche  acrescentando que Peniche agora era muito assediada por visitas de helicópteros que agora andavam muito em filmagens das nossas belezas naturais .
      E assim ainda com alguma pedra no sapato segui viagem mas sempre pensando que o Meu  Mar Sagrado que eu conheço muito bem , tivesse feito alguma tropelia das dele. 
Antes de terminar e enviar este  meu escrito anterior neste 10 de Maio de 2014 passei uma vista de olhos pela prosa dos nossos blogues de Peniche  e verifiquei que mais uma tragédia marítima aconteceu nestas aguas marinhas de Peniche .
      De acordo com o Blogue Peniche online  mais um Jovem de cerca de 20 anos tinha perdido a´ vida  junto a´ costa quando se encontrava na sua lida do mar !!.
Quando pescavam com covos - armadilhas para esta  pesca - e quando lançavam as artes ao mar , Alexandre Jorge  natural da Lourinhã ? foi apanhado por uma laçada das tralhas e  lançado ao mar sem que alguém o pudesse socorrer . Tripulavam a embarcação também seu Pai e mais dois tripulantes que assim viram desaparecer o jovem  cujo corpo ainda não apareceu .
      Momentos de pânico para um Pai que assim via desaparecer um ente tão querido  e os seus colegas de trabalho que certamente ficarão traumatizados ate ao final das suas vidas 
Fico pedindo ao Meu Deus que o teu corpo apareça e possas ter sepultura condigna  
Descansa em paz  Alexandre  .

Manuel Joaquim Leonardo  12-05- 29 ...15-06-2014
Peniche Vancouver Canada 
 P. S. 
Sempre por motivos  estranhos a´minha vontade- quando isto acabara´ ? - só´agora me foi possível fazer esta publicação para assim ficar na Historia trágica de Peniche    






segunda-feira, 2 de junho de 2014

                                                         




Novamente com os meus Fieis Amigos


Finalmente com novo teste . ate´breve

Manuel Joaquim Leonardo

terça-feira, 13 de maio de 2014

Policias e ladroes

                                                                                                    Peniche Fortaleza 
                                                                                                                                       Autor ?


                                                                                             Policias e ladroes 

                                                                                                       Actual ? 




                                                                         ( Assimilação )

                                                                       Tempos modernos
                                                                                    de

                                                                                 2014


                                                                      O policia e o ladrão

              A ultima nossa beneficência junto da Colónia Portuguesa foi protagonizada  por um desvio insólito de dois homens que preferiram a ilegalidade  ao trabalho honesto e por isso como e natural sofreram as suas consequências
              Depois de um dia de trabalho harmonioso decidi depois de jantar dar uma volta ate ao nosso ainda Clube Português de Vancouver.
              Ainda mal tinha entrado a soleira da porta  e enquanto espraiava a vista pela sala de convívio   já via o meu amigo Ramos  que em direcção a saída  se aproximava de mim .
Afastei-me para o deixar passar pois estava - lhe a obstruir a saída  quando ele parando disse - me :
              Eu não vou sair , somente quero contar-lhe mais uma dificuldade que existe entre dois nossos compatriotas  que há poucas semanas chegaram a Vancouver e já estão com dificuldades  pois não encontram trabalho e acabou -se - lhes o dinheiro e agora estão aflitos pois não teem dinheiro para pagar o hotel em que estão hospedados e já não teem dinheiro para se alimentarem.
              O meu Amigo Ramos de vez enquanto proporcionava-me encontros desta natureza  e eu como sempre tentava resolver as situações , mais uma vez me vinha dar a conhecer  este problema.
               Enquanto bebia-mos um café o Ramos deu-me mais pormenores e assim fiquei a saber que se tratava de dois portugueses que não eram conhecidos na colónia e que ele sabia que já não tinham comer no dia seguinte.
Eram rapazes novos ainda próximo dos trinta anos de idade e ao que  parecia , tinham vindo como turistas
               Mais uma vez fiz notar ao meu Amigo Ramos que eu não podia armar em benfeitor dos desfavor idos da sorte que por entre malhas me vinham bater a minha porta.
Vivíamos do nosso trabalho e já tínhamos uma Família grande para também ajudar
                Senhor Manuel nos sabemos que o Sr. consegue sempre arranjar algum estratagema para ajudar os nossos emigrantes…. e era por isso que ele mais uma vez me pedia para ver o que poderia fazer por estes .
O Ramos já era um dos meus conhecidos de Montreal que por sinal enquanto solteiros usavam passar a ceia  de Natal  com a nossa Família  e eu tinha - o sempre como um Homem serio e comecei indagando aonde era o hotel que eles estavam a viver  e no dia seguinte depois de jantar fui ao local indicado para verificar se estaria lá algum deles .
                De facto estavam lá os dois   e sem muitos preâmbulos fiz-me convidado a entrar .
Pareciam muito envergonhados com a nossa presença pois a minha Mulher como de costume tinha ido comigo e em poucos minutos sem entrar em pormenores pessoais pedi  um refrescante para  tomar  ao qual me responderam  que não tinham nada para oferecer .
Disse -lhes que aqui no Canada e’ costume o frigorifico estar sempre recheado de tudo que no’s necessitamos.
                Ganharam coragem e um deles disse –me que pouco tinham ou mesmo nada .
Descaradamente e já’ agarrando o puxador da porta  disse-lhes , posso ? e de seguida abri a porta .
Lá dentro não havia nada ! !. Então vocês vão comer ao restaurante ? . 
Não ,nós fazemos aqui quando temos .
Fechei a porta e disse –lhes  : nós voltamos já’ . Dai a pouco regressamos e já trazíamos  uns pacotes de carne da mais barata, miúdos de galinha e algumas pecas de porco , esparguete ., um pacote de carne de vaca para gizar ,batatas, três ou quatro cabeças de nabos , um repolho ,etc.
                Ficou combinado que no outro dia me telefonassem para eu poder dizer alguma coisa se houvesse.
 Dali fui logo falar com um amigo para saber se ele lá tinha algum quarto para ficarem e serviço de cozinha.
               Tudo ficou resolvido e no final do tempo que faltava para saírem do hotel consegui arranjar trabalho para um  e o outro também podia ir. Eu como de costume disse a esse meu amigo que eu pagaria o primeiro mes mas ele , nunca dizia que eu estava como fiador e nunca ninguém  me deixou mal  , embora um ficou ‘me a dever por seis anos, pois ate a passagem de retorno tive que pagar –lhe mas essa e outra grande historia .
                Ficamos Amigos e de vez em quando convidava-os para comerem  muitas das vezes e foi a pouco e pouco que comecei a saber a historia....

                Alfredo e Amândio , nomes fictícios , tinham vindo juntos de Macau e fizeram uma grande aventura .
Alfredo era policia  nunca o soube , se  Policia de Segurança Publica ? ou outra qualquer que na altura fazia serviço de patrulha e policiava  a Cidade de Macau .  Era natural de uma vila de Trás dos Montes  e filho bastardo de um Sr. doutor das redondezas .  Amândio era empregado num banco também nessa cidade  não   sabendo eu , nome nem qual a posição que nesse banco exercia .
Eram muitíssimos Amigos  e  tinham  sonhos para sair de Macau sempre que conversavam .
Faziam mil e um planos dos modos que queriam recomeçar a vida noutra cidade do Planeta
                  Uma noite  e no final de turno, contava as peripécias que tinha passado durante o turno de serviço com dois colegas chineses que  o obrigaram a ficar ate ao final da queda de uma grua  que estava montada num dos prédios em construção .
 Estava uma ventania ciclónica e observando e esperando a sua queda ,os dois policias apostaram para que lado a grua cairia  , uma soma já bastante elevada .Bem queria o Alfredo sair  dali mas os colegas não queriam arredar pé’ e finalmente passadas mais de duas horas a grua finalmente caiu.
                   Como já estavam no final do turno passaram perto da grua  ,Alfredo que guiava o veiculo saiu do carro vendo que tinha sido uma queda santa sem muitos prejuízos materiais alem da grua e nenhum problema de danos pessoais . Localizaram a área com cones  de trânsitos  encarnados  e depois de  comunicarem com o Comando nas suas calmas regressaram ao posto policial para serem rendidos …
                      Enquanto fazia a narrativa  de toda esta historia Alfredo admirava-se de Amândio não mostrar qualquer interesse naquilo que este lhe contara .
Tu hoje não estas bom  , ainda estas a dormir .
O que e que se passa contigo ?
Amândio com grande calma diz-lhe  : vamos nos preparar porque amanha vamos sair de Macau , já temos o dinheiro para levarmos
 Alfredo incrédulo não queria acreditar .
                       Passados três dias já estavam alojados naquela espelunca que se designava hotel  na Cidade de Vancouver  Canada .
                      Alfredo era de feitio expansivo sempre risonho e dava gostos as suas aventuras contadas ,apesar de ser tão novo ainda .Amândio era mais reservado e parecia que nunca tinha historias para contar  e sentia-se envergonhado quando
“ Alfredo lhe dizia que Amândio tinha nascido num berço de ouro algures na África Portuguesa , ate criados tinha para o levarem as cavalitas para a escola .
Já’ Alfredo se queixava que tinha sido feito na casa do Doutor que emprenhou a cria dita de serviço  e esta tempos depois legou a’ sua santa mãe ’ o cuidado de criar o seu neto “ , * palavras textuais *
                Andando , saltando pelas fragas das serras se fez homem  e adorando a sua Avo’  mais do que uma Mãe  foi parar  ao exercito e ,não sabendo como , – nunca o tentei saber – caiu de para quedas naquela linda e pitoresca Cidade de Macau.
                Amândio sendo de raça mestiça aparentando uma cultura e porte senhorial nunca falou de si ou seus familiares
                Alfredo segundo constava era grande trabalhador enquanto Amândio nunca se constou que tenha feito algum serviço durante o tempo , meses que esteve em Vancouver
Durante uma ceia na minha casa Alfredo sozinho, contou - nos o que parece nunca tinha dito em Vancouver e assim ficamos a saber que Amândio tinha feito um pequeno desfalque no banco mas que foi tão ínfimo que nem para um ano dava para viverem em Vancouver .Passaram –se uns meses e uma entidade policial minha amiga disse-me que um dos meus amigos , Alfredo tinha sido apanhado com uma pequena dose de droga leve mas como estava ilegal no Pais iria ser deportado quando saísse da prisão .
                  Fiz ver a esse senhor oficial da policia e disse-lhe que Alfredo  dizia que um dia que saísse de Vancouver gostaria  de ir para a Venezuela ? pai’s aonde tinha bastantes familiares seus ,se ele fosse para Macau ou Portugal não se sentiria tanto a vontade e haveria piores consequências .Passados poucos dias  apareceu-me em minha casa o Alfredo dizendo-me que ia sair do pais e ia ter com os seus Familiares na América do Sul .
                   Agradeceu toda a amabilidade e todos os favores que  tínhamos feito a eles .” “      Nunca mais os esquecerei  ! “ Esquecer certamente não esqueceu mas o que e’ certo ,  nunca mais se fez lembrar .
                    Alfredo disse-nos que Amândio tinha pedido para ir para Macau , não apareceu para se despedir . Por nosso lado nunca mais soubemos o que lhe tinha acontecido .
                
 Amigo e Senhor como o prometido  e devido aqui esta’ a
                                              
                                                                  “ Historia do Policia e o ladrao “

Com os mais respeitosos cumprimentos   para vos e Vossa Estimada Familia . pela  Familia Leonardo, assina o
Manuel Joaquim Leonardo             Manueldepeniche@
Vancouver .  B.C.
Canada     23 de Julho de 2011                 12/05/29 - 


 P. S. Esta carta foi escrita porque uma individualidade portuguesa me pediu para  dar mais dados pessoais  dos dois protagonistas . Assim o fiz , e agora  como não há’ policias nem ladroes em Portugal  estou a dar conhecimento publico pensando estar a dar uma Grande Contribuicao em Honra da Justiça em Portugal